A benção dos Deuses a todos!
*Ao som de Alanis Morisette - Let's do it (Let's fall in love)
Ha poucos instantes eu não sabia sobre o que eu ia escrever. Havia pensado em escrever sobre o peso que as coisas tem sobre mim, devido à situação que tenho passado. Mas agora eu me deparo com uma duvida ainda mais cruel. Uma incapacidade minha. Minha impotência ao falar daquilo que vejo.
Uma vez eu falei sobre o que eu via, mas eu ainda não conhecia as artimanhas do destino e não sabia que ele era tão mutável. Não sabia que Sebek podia mudar a vida das pessoas de forma tão incrível e indescritível. E foi o que aconteceu. Eu vi as coisas mudarem bem na minha frente, de mãos atadas. Eu ainda era perdida, sem um caminho a seguir, sem uma doutrina... Eu não sabia onde estava, porque ou se estava realmente só.
Hoje, tanto tempo depois, eu já sei quem sou, e posso ver as teias do destino mudarem bem na minha frente. Mas o que eu posso dizer ou fazer? Será que sou apenas uma espectadora, uma reles testemunha, ou será que faço parte deste conto mirabolante?
Não sei como dizer o que vejo e nem sei se devo mesmo dizer... E isso dói. Dói porque são poucas as pessoas ao meu redor, mas as que estão aqui me são tão importantes como se fossem partes do meu corpo. E sei que elas partirão, mais cedo ou mais tarde... E também sei que isso é inevitável.
Aqueles que procuram por vezes necessitam de um início. Em verdade, algo
só se manifesta no caos, quando a vontade origina um ponto, em torno deste, um
circulo com o raio de nós mesmos é traçado. Nesse espaço, pela potência da
vontade expressa, o caos adquire ordem pelo desdobramento da mesma potência em
misericórdia e força e assim, esse mesmo espaço, o eterno mar das trevas,
adquire o carácter de sagrado e sobre ele Nasce o sol que é Belo.
A todos nós
a resposta surge quando deve surgir. Assim sendo, Aqui ficam os princípios que
indicam o caminho. Eles velam o ponto primeiro, de onde o retorno é
impossível.
Mem Gimel
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