quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Little lady, your tale has an end For your love to the skies was sent He's turned into sparks that shine with the stars...

“Foi só por um segundo, Todo o tempo do mundo... E o mundo todo se perdeu.
Eu vi quando você me viu... Seus olhos buscaram nos meus, O mesmo pecado febril...”
(Cupido – Maria Rita)




Às vezes fico tentando explicar como é que nós nos conhecemos, o porque, e o que sentimos... Ou pelo menos o que eu senti. Mas é tão difícil colocar em palavras esses sentimentos.
Não sei se vem de outras vidas, ou porque acontece. Não sei de nada sobre você e eu na verdade. Quando acho que encontrei as respostas, as perguntas se modificam, e então eu já me encontro perdida em você mais uma vez.
Também não sei o que você sente. Às vezes eu queria poder ler seus pensamentos, sentir ainda mais seu coração, só pra poder saber como você me vê.
Meu cavaleiro de armadura negra, que cavalga sobre um corcel indomável e brinca através da neblina... Escondendo seu rosto e mostrando-me a vida.
Seus olhos profundos penetram minha alma sempre que encontram os meus.E me fazem me perder dentro dessa sua alma inconstante.
Doce sabor de paixão.Incontrolável desejo de sentir-me completa.


Já falei demais sobre ele hoje não é mesmo? O inconstante, o apaixonante, o obscuro, o cavaleiro. O inominável.

Sabe o que eu mais adoro da minha religião? A proximidade dos deuses. Eles são tão presentes, tão participantes. Não são como o Deus “cristão” que esta lá no céu, bem longe e perfeito. Eles não são apenas um ideal, eles são parte do meio também. Estão aqui, tem seus lados bons e ruins. Não são aqueles exemplos de perfeição deformados. E eu adoro isso. Adoro essa capacidade de compreensão de quem entende e faz parte do instante, por mais simples que ele seja.
Louvados Sejam!

Prova no Enem. Não tava difícil. Na verdade tirei ate uma boa nota, mas o resultado mesmo só sai em novembro.
Faculdade, aí vou eu!!! Hauhauhauhauha

Saudades do Fabinho... Meu querido amigo... Está tão longe de mim.
Saudades da Dark Diva e dos contos dela.
Saudades do Vitor. Grande amigo.
Saudades do tempo do colégio.
Saudades do Hamtaro, Moises, Fernando e Saulo e de suas mesas incríveis.
Saudades do Lobinho... E das mesas gloriosas de lobisomem.
Saudades do Izac.
Saudades de tantas coisas... Saudades eternas, de um tempo que não volta mais.

Meu primo é lindoooo! Faz hoje duas semanas de nascido. É o homem da minha vida! Rsrsrs

Que os Deuses olhem por todos nós.

*Ah, em breve eu estarei colocando “no ar” o site “Segredos do Caminho”, um site sobre magia, ocultismo e doutrinas. Será uma parceria minha com minha amiga. Mas vocês vão entender melhor quando ele ficar pronto!
*Ao som de Fairy Tale - Shaaman

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Então eu me peguei pensando o porque eu escrevo.Escrevo pelo mesmo motivo que Cecília Meireles diz cantar:

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

(Motivo – Cecília Meireles)

E é só por isso que escrevo. Já escrevi sobre tantas coisas que já nem me lembro mais. Já falei sobre mim, sobre o caminho e sobre os outros.
Já falei do tempo, do espaço, do ser humano puro! Da musica, da poesia...
Dos deuses, dos gênios, das vontades, pensamentos...
De tudo.
E nada me satisfez. Por que? Ah para isso eu farei minhas as palavras da grande Florbela Espanca:
“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim
uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!”.

Existe um autor, chamado Israel Regardie, que diz em seu livro “Magia Hermética – Um estudo sobre a árvore da vida”, que os despertos vem ao mundo como magos e poetas. Como gente louca, desconsiderada pela sociedade. Antes de lê-lo, eu já me perguntava se essas mulheres teriam sentido como me sinto. E depois desse livro, eu posso ver que sim.

São poucas as pessoas que entendem a alma do mundo. E são raros os casos em que despertos se encontram. Sinto-me feliz ao saber que já encontrei algumas pessoas.
São poucas as pessoas que vão ler Cecília de Meireles ou Florbela Espanca e entende-las. São poucos as pessoas que vão passar pela minha vida e entender que o que carrego em meus olhos são faíscas da chama da alma do mundo.

Isso dói ate. Dói saber que das muitas pessoas que vivem nesse mundo, poucas vão despertar nessa vida. E muito menos ainda vão seguir seus instintos e associar-se à energia do mundo, nesse caminho solitário e doloroso.

Eu sempre digo isso. Sempre digo o quão só é esse caminho. Mas dessa vez vou dizer também o quão compensador é, você saber que é entendido pela chuva, pelo sol... E por toda a natureza. Saber que você pode encontrar outros despertos e que, em muitas vezes eles irão somente olhar pra você, sem dizer nada. E você já vai ter trocado com ele a essência de uma vida.Vou dizer o quão compensador é um beijo ser mais do que um beijo. Sexo ser mais do que sexo ser fazer amor. O mais puro amor.
O quão satisfatório é entender a alma do mundo. Ter seus Deuses tão perto. A mágica ser tão palpável, tão bonita e tão certa.
Ninguém nesse mundo pode te entender tanto quanto a alma Daquilo que te criou.





* Ao som de Chatterton – Ana Carolina e Seu Jorge

sábado, 21 de julho de 2007

" Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma, todo o universo conspira a seu favor " Goethe

As vezes acho que bloggar está ficando meio sem sentido pra mim.. Ja não me restam mais leitores... não me restam mais novidades.. nao me resta mais quase nada a dizer...





"Pronunciadas estas palavras, Zaratustra tornou a olhar o povo, e calou-se. “Riem-se — disse o seu coração. — Não me compreendem; a minha boca não é a boca que estes ouvidos necessitam. Terei que principiar por lhes destruir os ouvidos para que aprendam a ouvir com os olhos? Terei que atroar à maneira de timbales ou de pregadores de Quaresma? Ou só acreditarão nos gagos? De qualquer coisa se sentem orgulhosos. Como se chama então, isso de que estão orgulhosos? Chama-se civilização: é o que se distingue dos cabreiros. Isto, porém, não gostam eles de ouvir, porque os ofende a palavra “desdém”. Falar-lhes-ei, portanto, ao orgulho. Falar-lhes-ei do mais desprezível que existe, do último homem. E Zaratustra falava assim ao povo: “É tempo que o homem tenha um objetivo. É tempo que o homem cultive o germe da sua mais elevada esperança."
(F. Niestzche - Assim falou Zaratustra)

A benção dos Deuses a todos!

*Ao som de Alanis Morisette - Let's do it (Let's fall in love)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Eu protegi o teu nome por amor, em um codinome Beija-flor...

Ha poucos instantes eu não sabia sobre o que eu ia escrever. Havia pensado em escrever sobre o peso que as coisas tem sobre mim, devido à situação que tenho passado. Mas agora eu me deparo com uma duvida ainda mais cruel. Uma incapacidade minha. Minha impotência ao falar daquilo que vejo.
Uma vez eu falei sobre o que eu via, mas eu ainda não conhecia as artimanhas do destino e não sabia que ele era tão mutável. Não sabia que Sebek podia mudar a vida das pessoas de forma tão incrível e indescritível. E foi o que aconteceu. Eu vi as coisas mudarem bem na minha frente, de mãos atadas. Eu ainda era perdida, sem um caminho a seguir, sem uma doutrina... Eu não sabia onde estava, porque ou se estava realmente só.
Hoje, tanto tempo depois, eu já sei quem sou, e posso ver as teias do destino mudarem bem na minha frente. Mas o que eu posso dizer ou fazer? Será que sou apenas uma espectadora, uma reles testemunha, ou será que faço parte deste conto mirabolante?
Não sei como dizer o que vejo e nem sei se devo mesmo dizer... E isso dói. Dói porque são poucas as pessoas ao meu redor, mas as que estão aqui me são tão importantes como se fossem partes do meu corpo. E sei que elas partirão, mais cedo ou mais tarde... E também sei que isso é inevitável.



Nessa semana tudo mudou pra mim de novo. O Inominável é minha missão! Como eu não sei. Mas lá está Ele, bem no meio do caminho. E por meio Dele, entro nesta guerra comigo mesma e o engraçado é que muitas vezes eu perco.Por meio Dele eu combato o bom combate e sigo minha lenda pessoal.
Eu sofro em minha própria pele meus erros e acertos, coisa que eu acreditava não ser tão palpável, mas é. Os Deuses são mais presentes até do que eu mesma em tudo isso.
"Ando devagar pq já tive pressa
Levo esse sorriso pq já chorei demais!
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe!
Só tenho a certeza de que
muito pouco eu sei, eu nada sei..."
*Ao som de Our truth

sexta-feira, 29 de junho de 2007

"E a lágrima quente numa noite fria Santa liberdade... Não chore meu amor É tanta água no teu olho"

Um dia, quando eu tinha cerca de 14 anos, eu prometi pra mim mesma que nao ia mais chorar! Na epoca eu tinha um depressão profundissima e passava por alguns problemas... Hoje eu vejo que isso foi uma grande besteira. Não existe nada melhor do que chorar pra aliviar o caração. Mas a ironia dessa historia é que hoje, eu quase nao choro. Fico entalada com as coisas, mas não consigo chorar.



Não pretendia começar esse blog falando de lagrimas e choro, mas eu ja nao sabia do que falar. Na verdade não havia outra coisa sobre a qual eu quisesse falar agora.


Outra questão com a qual eu me deparei nessas ultimas semanas foi o conceito de "pra sempre" que as pessoas tem. Tipo, as pessoas acreditam em tudo pra sempre, especialmente no amor. E isso pra mim é muito estranho, porque se pensa num amor primitivo, tipo o amor homem/mulher, que se ama agora e vai se amar pra sempre.. mas isso pra mim é relativo, ja que pra mim o amor evolui, se modifica... e ate mesmo acaba, porque estamos lidando com um elemento surpresa que é o destino. Ah sei la. So sei que eu nao acredito no amor homem/mulher eterno. Acredito que tudo se modifica, tudo se transforma.

As bençãos dos Deuses pra voces.
*Ao som de Rebirth - Angra

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Aqueles que procuram por vezes necessitam de um início. Em verdade, algo
só se manifesta no caos, quando a vontade origina um ponto, em torno deste, um
circulo com o raio de nós mesmos é traçado. Nesse espaço, pela potência da
vontade expressa, o caos adquire ordem pelo desdobramento da mesma potência em
misericórdia e força e assim, esse mesmo espaço, o eterno mar das trevas,
adquire o carácter de sagrado e sobre ele Nasce o sol que é Belo.
A todos nós
a resposta surge quando deve surgir. Assim sendo, Aqui ficam os princípios que
indicam o caminho. Eles velam o ponto primeiro, de onde o retorno é
impossível.

Mem Gimel