terça-feira, 20 de maio de 2008

"Quando a gente muda, o mundo muda com a gente.'

Por motivos que so meu pc conhece, eu quase nao consigo acessar o blogspot. Entao tenho feito a maior parte das coisas aqui pelo pc da faculdade. Eu tentei me mudar pra outro provedor, mas nao fiquei satisfeita la. Entao resolvi voltar pra ca. O novo endereço é http://per-aa.blogspot.com Vou tentar manter esse novo, apesar de ter que travar uma luta com o meu pc residencial. Vou tentar.

Eu li essa frase(título) faz alguns dias, e na verdade, ela tem saltado aos meus olhos todos os dias. Talvez, se eu começar com pequenas coisas, ela funcione comigo.

A benção dos Deuses pra todos.
Beijos

domingo, 2 de março de 2008

Just the way it is.




“No final, o que vem ao eu socorro é o texto indiano Bragavad-Gita. Lembro-me da resposta de Krishna ao guerreiro Arjuna, quando este se mostra desalentado antes de uma batalha decisiva, atira suas armas no chão, e diz que não é justo participar de um combate que terminará matando seu irmão. Krishna responde mais ou menos o seguinte: ‘ Você acha que pode matar alguém? Sua mão é Minha mão, e tudo que você esta fazendo já estava escrito que seria feito. Ninguém mata e ninguém morre’”.

(Paulo Coelho – “Ser como o rio que flui”)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

As cordas prendem meus pés e eu já não posso caminhar. Minhas mãos feridas tentam em vão desfazer as amarras, mas é inútil! Então me sento e começo a cantar. Eu canto para que alguém se compadeça de mim. Tamanhas são as feridas provocadas pelo meu desespero incessante. Meu corpo desfalece aos poucos, inerte e impotente, exatamente ali, no mesmo lugar onde estivera a vida inteira.
Minha alma, no entanto já cresceu. E numa tentativa insana, tenta de todas as formas, libertar-se daquilo a prende, que a impede de caminhar. Aos poucos se solta da matéria, e já pode olhar ao redor.
É tudo tão belo, tão sagrado, tão vivo, tão divino.
Milhares de almas olhando para o alto.
Para o mesmo lugar.
O eterno.

* Ao som de Benditas - Mart'nália e Zélia Duncan

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Out of order!

Sim senhoras e senhores! Eu estou sem computador. ¬¬ Peço perdão por não responder aos seus comentarios imediatamente, mas não vai dar tempo de responde-los. Sinto muito. Ainda essa semana eu pretendo responde-los ok? E prometo tambem um post novo e decente. Ando naquela fase de adaptação... ¬¬



Coisas que eu sei - Danni Carlos


Eu quero ficar perto de tudo que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência, meu pacto com a ciência
O meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o 'Play'
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista, não aceito turistas
Meu mundo 'tá' fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais, depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando 'tô' a fim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei
Agora eu sei


Seria inutil dizer mais... ;)
* Ao som de Like a Star - Corinne Baley Rae.

domingo, 9 de dezembro de 2007

“A cold and frosty morning, there’s not a lot to say about the things caught in my mind…” *

Falta de coragem ou excesso de princípios?
Há algum tempo atrás eu fiz essa pergunta com tanta convicção, sem pensar duas vezes. Talvez por que já soubesse a resposta, ou talvez por nem querer saber. Agora, eu me deparo com essa questão novamente, e dessa vez, sou quem está sentada numa salinha de interrogatório fechada, com uma luz baixa e somente uma mesa e duas cadeiras no recinto, alem do inquiridor. Eu sou a suspeita, a culpada... Sei lá.
Essa pergunta ecoa em minha mete repetidas vezes, e eu também já não sei se eu quero saber a resposta. Eu posso resolver isso. Eu tenho a saída perfeita! Mas ela pode não ser tão perfeita assim. Eu não sei se quero mudar a situação.
Por muito tempo eu sonhei com uma realidade diferente. A qual eu poderia criar neste exato momento, mas eu vivo uma outra situação agora, e já não sei se esse sonho se encaixa nela.
Falta de coragem ou excesso de princípios?
Eu não sei. Falta de amor, talvez?

"O amor é o ridiculo da vida! A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora... A vida veio e me levou com ela! Sorte é ser abandonado e aceitar essa vaga idéia de paraiso que nos persegue. Bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas, morrer não doi. "

Cazuza

* Ao som de Time is Ticking Out - The Cranberries*

*Título : "Uma manhã fria e coberta de geada, não há muito para dizer Sobre as coisas presas na minha mente" - (Oasis - Don't go away)


terça-feira, 20 de novembro de 2007

O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas. (Willian George Ward)

A mudança que vem de dentro. O que nasce no coração e apodera-se do corpo, da mente, da sombra e do espírito. Nascer, morrer e renascer. Processos que ocorrem todos os dias, num ciclo infindável. Processos que nem sempre são aproveitados.
A historia diz que o Grande Deus Sol velejava pelo céu em 2 barcos. Era chamado Khepri pela manhã, quando guiava o Atet, desde o nascer do sol até o meio-dia, quando era chamado Ré. E o Sectet, do meio dia até o por do sol, quando recebia o nome de Atum. E quando cruzava a escuridão, atravessando inclusive o Reino de Osíris, para lutar com Apep, seu maior inimigo. E voltava a fazer tudo de novo apos a grande luta.
Não consigo não pensar nisso durante meu dia. Penso sempre no sacrifício que o grande Ré fez, só pra que eu pudesse contemplá-lo no seio de Nut (Deusa Senhora dos céus). Pra que haja mais um dia. E o que nós lhes damos em troca? Nada. Nada alem de orações. Às vezes me sinto tão ingrata! Rsrs
Todos somos parte desse interminável ciclo. E se ele ocorre do lado de fora, porque desistir das mudanças que acontecem do lado de dentro também? Recuso-me a desistir de ter uma vida melhor. De ser melhor. De estar mais próxima dos Deuses. Recuso-me.

"... Perco o fio da vida
Olho o rio sem continuidade
Estranhas cenas surgem
Partidas de outra idade
Ora criança, ora anciã,
Ambas prisioneiras
De um fio tênue do inconsciente
Que a calada da noite consente"
(Claudia Araujo)

O quão vingativas as pessoas podem ser? Será que são tão vingativas, que seriam capazes de assinar uma ‘sentença de morte’? Será que são tão vingativas a ponto de abrir mão daquilo que conquistaram? A ponto de darem “um boi para não entrar numa pra briga e uma boiada para não sair dela”?

Faz tempo que não entro em uma guerra. Muito tempo mesmo. E já nem sei se ainda sei lutar em uma. Acho horrível esse tipo de disputa e muito me desanima, saber que algum dispõe de tantos sentimentos ruins quanto a mim.

*Ao som de Viva Forever - Spice Girls

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

"A vida, como a fizeres, estará contigo em qualquer parte. " (Chico Xavier)

Ando pensando muito nas coisas, e em como elas acontecem. É até engraçado. Ando pensando em como as pessoas são estranhas, e em como não pensam nas conseqüências de seus atos. Nunca percebem que o mundo é redondinho e que a Justiça Divina, pode até ser misericordiosa e cobrar a prazo, mas é certa e cobra com juros e correção. Não por maldade, mas porque esse e nosso aprendizado. Ando pensando em todo o sistema, e em como ele é simples e complexo. Às vezes é tão fácil ver como as engrenagens do “Destino” funcionam. E é aí que fica confuso: Será que nós fazemos nosso próprio destino, ou ele já esta escrito? Deparo-me com esta questão sempre que quero mudar alguma coisa. Será que o que eu vou fazer vai mudar tudo, ou eu vou fazer porque assim está escrito? Será que eu tenho o poder de mudar as coisas a meu bel-prazer? Será que tudo que eu faço é porque os Deuses assim desejam ou eu tenho realmente uma escolha? “Eu só sei que nada sei”. Freqüentemente nos deparamos com bifurcações no caminho. E é nessas horas que essas duvidas tomam nossas mentes e corações. Será que eu deveria ser racional ou emocional? O nosso futuro pertence a nós ou aos Deuses? Acho que quando chega a hora de decidir por algo que não queremos, quando a opção não nos agrada, constantemente dizemos “ Eu entrego tudo na mão dos Deuses. Eles sabem o que fazem.” E quando podemos fazer o que queremos, dizemos “ Eu acho que se eu posso mudar isso, é isso que eu vou fazer. Se não fosse, os Deuses não permitiriam.” Quando alguém desse plano vai me responder isso? Eu não sei. Provavelmente nunca. Mas quem sabe os Deuses não me respondem dando-me algum sinal? XD

Ando longe de mim. Como Émile Durkhein dizia: Precisamos ter uma visão imparcial dos fatos para que possamos enxergar todas as suas possibilidades e influencias. (Sim, eu gostava da aula de Sociologia!! XD) Ando longe, mas não afastada de mim. Ando me observando mais.


Metallica - Nothing else matters

Tão perto, não importa o quão distante

Não poderia ser muito mais [distante] do coração.

Eternamente confiando no que nós somos

E nada mais importa.

Nunca me abri deste jeito,

A vida é nossa,

nós vivemos da nossa maneira.

Todas estas palavras eu não digo simplesmente [por dizer]

E nada mais importa.

A confiança eu procuro e encontro em você

A cada dia, para nós algo novo.

Uma mente aberta para uma concepção diferente,

E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,

Nunca me importei com o que eles sabem,

Mas eu sei.

Tão perto, não importa o quão distante

Não poderia ser muito mais [distante] do coração.

Eternamente confiando no que nós somos

E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles fazem,

Nunca me importei com o que eles sabem,

Mas eu sei.

Nunca me abri deste jeito,

A vida é nossa, nós vivemos da nossa maneira.

Todas estas palavras eu não digo simplesmente [por dizer]

E nada mais importa

A confiança eu procuro e encontro em você

A cada dia, para nós algo novo.

Uma mente aberta para uma concepção diferente,

E nada mais importa.

Nunca me importei com o que eles dizem,

Nunca me importei com os jogos que eles jogam,

Nunca me importei com o que eles fazem,

Nunca me importei com o que eles sabem,

E eu sei.


Devo dizer que estou ansiosa para que essa semana acabe de uma vez. Tem festa para o aniversário de meu pai, e eu estou ansiosa com isso. Quero que termine de uma vez.

*Ao som de "In your head" - The Cranberries

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

"I've found a reason to show a side of me you didnt know..." (The reason - Hoobastank)

Será que, toda vez em que a gente não aprende, a situação se repete? É reviver situações assim. Vejo-me numa mesma situação na qual vivi há algum tempo, e por muitas vezes. Mas dessa vez é diferente. Eu me sinto diferente perante tal coisa. Minha cabeça já tomou uma decisão. Meu coração está mais forte e ama mais a si mesmo do que a qualquer outra coisa.

O ser humano não sabe pedir. Quando faz sol, pede chuva, e quando chove, pede Sol. Mas não dá valor a nenhum dos dois. Os dias passam como um qualquer coisa que não tem valor algum. Que não acrescenta nada. Isso me entristece. E muito.

Não há muito pr dizer.

Mais uma vez o meu grande amigo (o druida) me foi um profeta! E a cada dia que passa, eu gosto mais dele. Passei a chamá-lo de Feliz, pois é isso que ele é sempre!! =]






O Nosso Amor a Gente Inventa - Cazuza

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu
Nunca existiu.


Preciso dizer mais!?

* Ao som de Por onde andei – Nando Reis

terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Se a pressão que impede de ter a cabeça boa. É preciso ter coragem e aprender a voar..." (Iluminar - Natiruts)

Uma solidão que não se sabe onde começa ou onde termina. Minha maior lição. Mas acho que dessa vez eu aprendi. Aprendi que nunca se esta sozinho, pois se faz parte da alma do mundo. Todos nós. Nossa energia faz parte do todo que criou o mundo e tudo que pode existe. Gloria aos Deuses porque Eles são incríveis! =]

Ter algo em mente nem sempre quer dizer que se precisa falar. Pra sorrir, nem sempre se precisa de motivo. Pra chorar nem sempre que dizer que se precisa estar triste. Parar nem sempre que dizer que se está inerte. Pra caminhar, nem sempre se precisa de um destino. Pra ter Fé, sem sempre é preciso ver. Para ver, nem sempre é preciso Crer. Pra sonhar não se precisa de nada. Só de estar vivo. Assim como para sentir, mesmo que seja ódio.

Obrigada aos Deuses por estar viva, por haver pessoas incríveis no mundo, pelo Sol, pela Chuva, pela beleza dos Céus, dos Mares, da Terra, e da Vida. Obrigada pelos dons de cada um, seja pra escrever, cantar, dançar, desenhar, ate jogar futebol. Obrigada! Obrigada pelas diferenças, pelas canções, pelas poesias, pelas imagens... Glorias e Louvores aos Deuses!

Sim, eu ainda me sinto só. Não sei quando isso ira passar, mas isso não me faz triste. Faz-me observadora e pensativa. Tenho estado cada vez mais consciente dos meus atos, das minhas vontades.


Eu ... - Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... A dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!



Ah, Eu conheci um cara. (rsrsrs) Na verdade eu já o conhecia há tempos. Um druida. O Cara. (rsrsrsrs) A energia que ele me passa é tão boa que me sinto revitalizada ao falar com ele! Ele me passa segurança e me torna mais consciente do que digo e do que faço. Ele já me ajudou diversas vezes, mas o mais engraçado é que ele só aparece quando eu preciso. Um mensageiro dos Deuses. Um gênio bom! =]
Só resolvi falar dele porque realmente gosto dele. Gosto das palavras dele e da energia dele. =] Não sei ate que ponto ele me considera amiga, ou mesmo, como me vê. Mas eu não o vejo com outros olhos senão os de uma amizade extrema. Loucura? Talvez. Mas como disse pra ele esses dias: Quem não é louco hoje em dia, é muito chato! =]
Tenho sentido uma vontade louca de escrever... E voces devem se perguntar o porque eu nao posto aqui entao, nao é!? rsrs
Agora faço parte de um blog de contos! O "Contos Lux Aeterna".
Pra entender so indo la olhar!! ;)
*Ao som de Como nossos pais - Elis Regina

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O céu fechara-se mais uma vez. Sinônimo de mudanças. Eu já havia pensado em tudo. Eu precisava fazer alguma coisa. Que tipo de bruxa era eu que não conseguia nem ajudar tal amiga? Ela precisava de mim e eu precisava disso. Os Deuses haviam aberto um espaço no tempo pra mim e, com certeza eu não teria outra chance como esta. Meus pensamentos e emoções giravam em torno deste momento e eram tão intensas que meu corpo mal podia manter-se de pé. Eu caminhava rápido em direção ao local e meu coração já sabia onde seria, sem que eu mesma tivesse consciência disso. Meus pés caminhavam rápidos e a terra sob eles me fazia sentir parte do universo. Meu coração acelerava a cada passo. O vento corria a meu favor. Eu tinha pouco tempo antes que anoitecesse e eu perdesse minha chance.
Durante o rito choveu. As bênçãos dos Deuses caiam sobre mim, abençoando meu desejo. As folhas das arvores vieram dar as bênçãos da Terra, o Vento levou meus desejos aos Deuses, o Fogo lhe deu o Espírito do Alto e A Água a saciou com amor.
Estava feito. Está feito.

Ankh, Udja, Seneb!

* Ao som de Capital Inicial - Primeiros Erros

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"Então vá! Faz o que tu queres Pois é tudo Da Lei!" (Raul Seixas)

O ser humano vive em constante mudança. Mas o que é melhor, mudar o tempo todo ou ter algo fixo, no qual você deposite toda sua confiança e convicção?
Eu creio ser o fixo. É necessário que a pessoa possua pelo menos uma coisa em que possa se apegar.De resto, que tudo passe! Que tudo mude.

Não que você precise possuir algo pra sempre. Mas é bom querer que algo fique em sua vida. Algo em que você tem fé, que você ama, que te faz melhor.

Conversar com gente diferente é sempre legal. Faz você pensar novamente em tudo aquilo em que você pensa ou acredita. E eu gosto muito disso.

Depois que eu escolhi ser como sou. E comecei a seguir minha doutrina, eu me tornei mais livre e mais segura. Todas as minhas crenças tomaram forma e modificou tudo o que eu era. Eu me sinto bem assim.

Na minha vida tudo passa. As pessoas, os sentimentos, os lugares, tudo!
Mas fica, sempre, a minha religião. Pois ela faz parte do que sou, como um braço ou uma perna, ou pra ser mais especifica, como aquele coração abstrato que todo mundo tem. Pulsa dentro de mim e me faz mais viva.
E não é por medo de mudar ou preguiça de mudar tudo de novo não! É porque eu simplesmente sinto que faz parte de mim.

Eu creio na liberdade de escolha e livre opinião de cada um. Como já dizia o grande Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-la." E creio também que cada um escolhe para sim a carapuça que melhor lhe serve, seja o que for, seja no amor, na religião, no trabalho, na vida...






E pode ser que um dia eu mude de opinião. E pode ser que não. ;)

* Ao som de Sociedade Alternativa – Raul Seixas

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"E um dia se atreveu A olhar pro alto Tinha um céu mas não era azul" (Pulsos - Pitty)

Saudações! =]

Às vezes eu perco a vontade de escrever. Na verdade eu não perco, eu só não sei o que dizer. Eu só tenho 19 anos. Mas já passei por cada coisa que nem sei como descrever. E depois de tanto, eu já cheguei tão longe... E agora me sinto tão cheia de tantas coisas que preciso esvaziar. Quero deixar tantas coisas para trás. Não queria deixar este blog não. Gosto daqui. Posso dizer o que quero, como quero e quando quero. Posso deixá-lo como quero. E agora é assim que estou. Só e ate mesmo triste. "Por que?" - Perguntam-me. Por que, respondo, não é fácil deixar tudo para trás. Não é fácil decepcionar-se com pessoas e situações. E mais difícil ainda, é ter consciência de que pode magoar as pessoas que se ama pelo simples fato de ser. "Ser o que?" - indagam. Ser diferente. Ser desperta. Ser independente. Ser bruxa. Ser só. Somente ser.

Cansei-me da vida que levo. De carregar pessoas nas costas. De reviver situações diariamente, como num disco riscado. Cansei de dar sem receber... De ficar um segundo plano. Cansei. Mas não to sabendo como sair... Sei lá... Talvez essa fosse a lição. Doar. Doar tempo, energia, espaço. Simplesmente doar. Ah... Isso dói...

É engraçado com as nossas crenças são frágeis. Na verdade, tudo é muito frágil. O “Pra sempre” não existe e nunca existiu. Isso tudo é uma invenção do ser humano para que a existência seja mais confortável. Pensar que tudo é pra sempre é tolice. Tudo transcende. Tudo passa. Tudo acaba. Essa idéia sim, me é confortável.

Ah... Que saudade do meu Niestzche.* Já sabia ele, quando escreveu “Assim falou Zaratustra”, que o homem não era um ser pensante e sim um ser que aceita situações, julgando-as sem pensar que elas nos parecem ruins ou más, porque não se possui uma visão completa e imparcial de todos os fatos.

*Digo saudades, pois terminei o livro e não tive tempo pra lê-lo novamente.




Hilda Hist - Poesia XXII

Não me procures ali,
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me
Dentro das grandes águas.
Nas praças,
Num fogo coração.
Entre cavalos, cães,
Nos arrozais, no arroio.
Ou junto aos pássaros,
Ou espelhada
Num outro alguém,
Subindo um duro caminho.

Pedra, semente, sal.
Passos da vida.
Procura-me ali.Viva.
*Ao som de Pulsos - Pitty

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Little lady, your tale has an end For your love to the skies was sent He's turned into sparks that shine with the stars...

“Foi só por um segundo, Todo o tempo do mundo... E o mundo todo se perdeu.
Eu vi quando você me viu... Seus olhos buscaram nos meus, O mesmo pecado febril...”
(Cupido – Maria Rita)




Às vezes fico tentando explicar como é que nós nos conhecemos, o porque, e o que sentimos... Ou pelo menos o que eu senti. Mas é tão difícil colocar em palavras esses sentimentos.
Não sei se vem de outras vidas, ou porque acontece. Não sei de nada sobre você e eu na verdade. Quando acho que encontrei as respostas, as perguntas se modificam, e então eu já me encontro perdida em você mais uma vez.
Também não sei o que você sente. Às vezes eu queria poder ler seus pensamentos, sentir ainda mais seu coração, só pra poder saber como você me vê.
Meu cavaleiro de armadura negra, que cavalga sobre um corcel indomável e brinca através da neblina... Escondendo seu rosto e mostrando-me a vida.
Seus olhos profundos penetram minha alma sempre que encontram os meus.E me fazem me perder dentro dessa sua alma inconstante.
Doce sabor de paixão.Incontrolável desejo de sentir-me completa.


Já falei demais sobre ele hoje não é mesmo? O inconstante, o apaixonante, o obscuro, o cavaleiro. O inominável.

Sabe o que eu mais adoro da minha religião? A proximidade dos deuses. Eles são tão presentes, tão participantes. Não são como o Deus “cristão” que esta lá no céu, bem longe e perfeito. Eles não são apenas um ideal, eles são parte do meio também. Estão aqui, tem seus lados bons e ruins. Não são aqueles exemplos de perfeição deformados. E eu adoro isso. Adoro essa capacidade de compreensão de quem entende e faz parte do instante, por mais simples que ele seja.
Louvados Sejam!

Prova no Enem. Não tava difícil. Na verdade tirei ate uma boa nota, mas o resultado mesmo só sai em novembro.
Faculdade, aí vou eu!!! Hauhauhauhauha

Saudades do Fabinho... Meu querido amigo... Está tão longe de mim.
Saudades da Dark Diva e dos contos dela.
Saudades do Vitor. Grande amigo.
Saudades do tempo do colégio.
Saudades do Hamtaro, Moises, Fernando e Saulo e de suas mesas incríveis.
Saudades do Lobinho... E das mesas gloriosas de lobisomem.
Saudades do Izac.
Saudades de tantas coisas... Saudades eternas, de um tempo que não volta mais.

Meu primo é lindoooo! Faz hoje duas semanas de nascido. É o homem da minha vida! Rsrsrs

Que os Deuses olhem por todos nós.

*Ah, em breve eu estarei colocando “no ar” o site “Segredos do Caminho”, um site sobre magia, ocultismo e doutrinas. Será uma parceria minha com minha amiga. Mas vocês vão entender melhor quando ele ficar pronto!
*Ao som de Fairy Tale - Shaaman

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Então eu me peguei pensando o porque eu escrevo.Escrevo pelo mesmo motivo que Cecília Meireles diz cantar:

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

(Motivo – Cecília Meireles)

E é só por isso que escrevo. Já escrevi sobre tantas coisas que já nem me lembro mais. Já falei sobre mim, sobre o caminho e sobre os outros.
Já falei do tempo, do espaço, do ser humano puro! Da musica, da poesia...
Dos deuses, dos gênios, das vontades, pensamentos...
De tudo.
E nada me satisfez. Por que? Ah para isso eu farei minhas as palavras da grande Florbela Espanca:
“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim
uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!”.

Existe um autor, chamado Israel Regardie, que diz em seu livro “Magia Hermética – Um estudo sobre a árvore da vida”, que os despertos vem ao mundo como magos e poetas. Como gente louca, desconsiderada pela sociedade. Antes de lê-lo, eu já me perguntava se essas mulheres teriam sentido como me sinto. E depois desse livro, eu posso ver que sim.

São poucas as pessoas que entendem a alma do mundo. E são raros os casos em que despertos se encontram. Sinto-me feliz ao saber que já encontrei algumas pessoas.
São poucas as pessoas que vão ler Cecília de Meireles ou Florbela Espanca e entende-las. São poucos as pessoas que vão passar pela minha vida e entender que o que carrego em meus olhos são faíscas da chama da alma do mundo.

Isso dói ate. Dói saber que das muitas pessoas que vivem nesse mundo, poucas vão despertar nessa vida. E muito menos ainda vão seguir seus instintos e associar-se à energia do mundo, nesse caminho solitário e doloroso.

Eu sempre digo isso. Sempre digo o quão só é esse caminho. Mas dessa vez vou dizer também o quão compensador é, você saber que é entendido pela chuva, pelo sol... E por toda a natureza. Saber que você pode encontrar outros despertos e que, em muitas vezes eles irão somente olhar pra você, sem dizer nada. E você já vai ter trocado com ele a essência de uma vida.Vou dizer o quão compensador é um beijo ser mais do que um beijo. Sexo ser mais do que sexo ser fazer amor. O mais puro amor.
O quão satisfatório é entender a alma do mundo. Ter seus Deuses tão perto. A mágica ser tão palpável, tão bonita e tão certa.
Ninguém nesse mundo pode te entender tanto quanto a alma Daquilo que te criou.





* Ao som de Chatterton – Ana Carolina e Seu Jorge

sábado, 21 de julho de 2007

" Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma, todo o universo conspira a seu favor " Goethe

As vezes acho que bloggar está ficando meio sem sentido pra mim.. Ja não me restam mais leitores... não me restam mais novidades.. nao me resta mais quase nada a dizer...





"Pronunciadas estas palavras, Zaratustra tornou a olhar o povo, e calou-se. “Riem-se — disse o seu coração. — Não me compreendem; a minha boca não é a boca que estes ouvidos necessitam. Terei que principiar por lhes destruir os ouvidos para que aprendam a ouvir com os olhos? Terei que atroar à maneira de timbales ou de pregadores de Quaresma? Ou só acreditarão nos gagos? De qualquer coisa se sentem orgulhosos. Como se chama então, isso de que estão orgulhosos? Chama-se civilização: é o que se distingue dos cabreiros. Isto, porém, não gostam eles de ouvir, porque os ofende a palavra “desdém”. Falar-lhes-ei, portanto, ao orgulho. Falar-lhes-ei do mais desprezível que existe, do último homem. E Zaratustra falava assim ao povo: “É tempo que o homem tenha um objetivo. É tempo que o homem cultive o germe da sua mais elevada esperança."
(F. Niestzche - Assim falou Zaratustra)

A benção dos Deuses a todos!

*Ao som de Alanis Morisette - Let's do it (Let's fall in love)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Eu protegi o teu nome por amor, em um codinome Beija-flor...

Ha poucos instantes eu não sabia sobre o que eu ia escrever. Havia pensado em escrever sobre o peso que as coisas tem sobre mim, devido à situação que tenho passado. Mas agora eu me deparo com uma duvida ainda mais cruel. Uma incapacidade minha. Minha impotência ao falar daquilo que vejo.
Uma vez eu falei sobre o que eu via, mas eu ainda não conhecia as artimanhas do destino e não sabia que ele era tão mutável. Não sabia que Sebek podia mudar a vida das pessoas de forma tão incrível e indescritível. E foi o que aconteceu. Eu vi as coisas mudarem bem na minha frente, de mãos atadas. Eu ainda era perdida, sem um caminho a seguir, sem uma doutrina... Eu não sabia onde estava, porque ou se estava realmente só.
Hoje, tanto tempo depois, eu já sei quem sou, e posso ver as teias do destino mudarem bem na minha frente. Mas o que eu posso dizer ou fazer? Será que sou apenas uma espectadora, uma reles testemunha, ou será que faço parte deste conto mirabolante?
Não sei como dizer o que vejo e nem sei se devo mesmo dizer... E isso dói. Dói porque são poucas as pessoas ao meu redor, mas as que estão aqui me são tão importantes como se fossem partes do meu corpo. E sei que elas partirão, mais cedo ou mais tarde... E também sei que isso é inevitável.



Nessa semana tudo mudou pra mim de novo. O Inominável é minha missão! Como eu não sei. Mas lá está Ele, bem no meio do caminho. E por meio Dele, entro nesta guerra comigo mesma e o engraçado é que muitas vezes eu perco.Por meio Dele eu combato o bom combate e sigo minha lenda pessoal.
Eu sofro em minha própria pele meus erros e acertos, coisa que eu acreditava não ser tão palpável, mas é. Os Deuses são mais presentes até do que eu mesma em tudo isso.
"Ando devagar pq já tive pressa
Levo esse sorriso pq já chorei demais!
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe!
Só tenho a certeza de que
muito pouco eu sei, eu nada sei..."
*Ao som de Our truth

sexta-feira, 29 de junho de 2007

"E a lágrima quente numa noite fria Santa liberdade... Não chore meu amor É tanta água no teu olho"

Um dia, quando eu tinha cerca de 14 anos, eu prometi pra mim mesma que nao ia mais chorar! Na epoca eu tinha um depressão profundissima e passava por alguns problemas... Hoje eu vejo que isso foi uma grande besteira. Não existe nada melhor do que chorar pra aliviar o caração. Mas a ironia dessa historia é que hoje, eu quase nao choro. Fico entalada com as coisas, mas não consigo chorar.



Não pretendia começar esse blog falando de lagrimas e choro, mas eu ja nao sabia do que falar. Na verdade não havia outra coisa sobre a qual eu quisesse falar agora.


Outra questão com a qual eu me deparei nessas ultimas semanas foi o conceito de "pra sempre" que as pessoas tem. Tipo, as pessoas acreditam em tudo pra sempre, especialmente no amor. E isso pra mim é muito estranho, porque se pensa num amor primitivo, tipo o amor homem/mulher, que se ama agora e vai se amar pra sempre.. mas isso pra mim é relativo, ja que pra mim o amor evolui, se modifica... e ate mesmo acaba, porque estamos lidando com um elemento surpresa que é o destino. Ah sei la. So sei que eu nao acredito no amor homem/mulher eterno. Acredito que tudo se modifica, tudo se transforma.

As bençãos dos Deuses pra voces.
*Ao som de Rebirth - Angra

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Aqueles que procuram por vezes necessitam de um início. Em verdade, algo
só se manifesta no caos, quando a vontade origina um ponto, em torno deste, um
circulo com o raio de nós mesmos é traçado. Nesse espaço, pela potência da
vontade expressa, o caos adquire ordem pelo desdobramento da mesma potência em
misericórdia e força e assim, esse mesmo espaço, o eterno mar das trevas,
adquire o carácter de sagrado e sobre ele Nasce o sol que é Belo.
A todos nós
a resposta surge quando deve surgir. Assim sendo, Aqui ficam os princípios que
indicam o caminho. Eles velam o ponto primeiro, de onde o retorno é
impossível.

Mem Gimel